Médicos, enfermeiros e vários profissionais de saúde foram orientados pela Vigilância Epidemiológica com o objetivo de oferecer resposta rápida e eficaz para os casos de meningite. (Foto: Divulgação)

UPAs de Maceió passam por treinamento para diagnóstico precoce de meningite

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Médicos, enfermeiros e vários profissionais de saúde foram orientados pela Vigilância Epidemiológica com o objetivo de oferecer resposta rápida e eficaz para os casos de meningite

Com o objetivo de fortalecer a rede de urgência e emergência em Maceió, os profissionais de saúde das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Benedito Bentes, Santa Lúcia e Trapiche da Barra, geridas pelo Instituto Saúde e Cidadania (ISAC), participaram de um treinamento voltado para o diagnóstico precoce das meningites, início imediato do tratamento e fortalecimento do fluxo assistencial nos casos suspeitos.

A capacitação, realizada na UPA Trapiche da Barra, foi conduzida pela Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio da equipe da Área Técnica das Meningites de Maceió, e contou com a presença de médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, farmacêuticos e biomédicos das UPAs da capital.

Durante o encontro, foram abordados os principais sinais clínicos da doença, formas de transmissão, fluxos de notificação e manejo inicial dos pacientes, além das medidas de prevenção e controle. Também foi abordado o cenário epidemiológico atual no município de Maceió, reforçando a vigilância e a notificação adequada

“A formação teve o intuito de qualificar a resposta frente aos casos de meningite, reduzindo complicações, óbitos e a propagação da doença”, destaca Luzalaneide Souza, diretora-geral da UPA Trapiche da Barra. “Nosso compromisso é garantir que todos os profissionais estejam aptos a identificar precocemente os sinais da meningite e adotar as medidas necessárias de atendimento e notificação”, complementa.

O que é a meningite

A meningite é uma inflamação das meninges, que são as membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, e pode ser causada por bactérias, vírus, fungos e parasitas. Do ponto de vista da saúde pública, as meningites virais e bacterianas são as de maior importância, considerando a magnitude de sua ocorrência e o potencial de produzir surtos.

Em geral, a transmissão é de pessoa para pessoa, por meio das vias respiratórias, pelas gotículas e secreções do nariz e da garganta, pela via fecal-oral, pela ingestão de água e alimentos contaminados, além do contato com fezes. 

A meningite bacteriana é geralmente mais grave e os sintomas incluem febre, dor de cabeça e rigidez da nuca. Muitas vezes há outros sintomas, como mal-estar, náusea, vômito, fotofobia (aumento da sensibilidade à luz) e confusão mental. Com o passar do tempo, alguns sintomas mais graves de meningite bacteriana podem aparecer, entre eles convulsões, delírio, tremores e coma.

Já em recém-nascidos e bebês, alguns dos sintomas descritos acima podem estar ausentes ou difíceis de serem percebidos. O bebê pode ficar irritado, vomitar, alimentar-se mal ou parecer letárgico ou irresponsivo a estímulos. Também podem apresentar a fontanela (moleira) protuberante ou com reflexos anormais.

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